Não é de hoje que falamos sobre a importância da engenharia para o crescimento do país. Infraestrutura, inovação, sustentabilidade, tudo passa por profissionais qualificados que transformam desafios em soluções. Mas o que acontece quando esses profissionais não enxergam valor na instituição que os representa?

Para nós, desburocratizar é a chave para mudar esse cenário. Assim como grandes empresas trabalham para promover uma melhor experiência aos seus clientes, garantir uma maior eficiência nos serviços entregues pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia é o objetivo da nossa gestão. Um caminho que parece lógico, mas desafiador quando falamos de uma autarquia federal, regida por uma Lei que não avança no mesmo ritmo das inovações.

Adotar práticas estratégicas é tornar o Confea um facilitador dos mais de 1 milhão e 300 mil profissionais registrados no Sistema. Aprimorar os projetos básicos, aproximar e ouvir as demandas daqueles que atuam na ponta, promover capacitação e ampliar a comunicação de forma que a sociedade como um todo entenda o papel essencial destas áreas no desenvolvimento do país: esses são passos fundamentais para mudar o jogo.

O Registro Único, um dos principais projetos da nossa gestão, é um exemplo disso: elimina processos repetitivos e garante mobilidade para quem atua em diferentes estados. Simples assim. Reduzindo o caminho e possibilitando mais tempo para as ideias que projetam, constroem e inovam.

Se de um lado trabalhamos para construir projetos que impactam especificamente os engenheiros, agrônomos e geocientistas brasileiros, do outro, também precisamos pensar no macro. O cenário para o país já é preocupante. Até 2030, podemos ter um déficit de um milhão de engenheiros, segundo a McKinsey. 

Nosso objetivo não é só trabalhar para que nossa gestão impacte positivamente o profissional, mas prepará-lo para que ele também se torne um gestor. É por isso que o incentivo à capacitação e o aprimoramento das habilidades comportamentais, as chamadas softs skills, também são frentes fortes por aqui. Desta forma, garantimos que os profissionais da área tecnológica não apenas atendam às demandas do mercado de trabalho, mas também liderem inovações e mudanças significativas em suas áreas. Ao se preocupar com a capacitação e o desenvolvimento de novos talentos, a gestão estratégica contribui para uma força de trabalho mais qualificada e preparada para os desafios de desenvolvimento do Brasil.

O Conselho precisa estar do lado de quem faz, e não apenas regulando de longe, e é isso que temos feito. Se buscamos um país mais forte, com projetos saindo do papel, precisamos valorizar os profissionais que fazem isso se tornar realidade. Engenharia, agronomia e geociências não são apenas cálculos e estruturas, são áreas capazes de transformar o presente e mudar nosso futuro.

Vinicius Marchese – engenheiro e presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia).

laise.assis@hotmail.com